domingo, 15 de fevereiro de 2015

Encontro do Destino

Após alguns anos distante, agora estavam ali: frente à frente. Não haviam marcado aquele encontro. Mas o destino sim! Passeava tranquilamente pela avenida, apreciando a beleza daquela terra. Pessoas iam e vinham. Alegres, saltitantes, algumas moradoras da região, outras, turistas, assim como ela. Parou para olhar o mar. Ah.... o mar... O lindo e imenso mar! Tão azul quanto o céu, e era impossível dizer onde um acabava e onde o outro começava. Fechou os olhos e respirou fundo, sentindo a brisa tocar sua face. Aquele mar.... que tantas vezes viu apenas por fotografias, e hoje ali estava, diante dele. Não sabia descrever o que sentia naquele momento. Uma sensação de familiaridade a invadiu. Sentia paz olhando aquelas água se moverem com tranquilidade... Uma breve lembrança de outros tempos invadiu seus pensamentos. E como por encanto viu ao seu lado uma pessoa que também observava o mar. Sentiu suas pernas fraquejarem e, se não fosse o parapeito, com certeza teria caído mar abaixo... Ela o olhava. Ele a olhava. Um momento que foi tão esperado por ela e que jamais imaginou que aconteceria assim. Ele também estava surpreso, podia se notar. Mas o que dizer numa hora dessas? Se perguntava sem saber a resposta. Queria dizer algo, mas sua voz não saía. Queria sair correndo, mas ao mesmo tempo suas pernas diziam o contrário. Queria atirar-se em seus braços, mas a razão prevaleceu. O que será que ele estava pensando, pois também não tinha dito uma palavra. Será que tinha sentimentos confusos como os seus? Apenas a olhava com aqueles olhos esverdeados... Aqueles olhos que tantas vezes havido um dia sonhado em olhar assim: bem de pertinho... O tempo parecia ter parado naquele momento e o som do mar era como uma melodia a embalar aquele encontro... Quanto tempo ficaram assim? Não sabia dizer. Sabia apenas que um moço mais jovem, se aproximou dele e o tirou daquele encantamento, reclamado a sua atenção. E lentamente foi deixando o seu olhar... Ela olhou atentamente para aquele rapaz e pode ver que era seu filho. Ele virou-se e foi se afastando com passos calmos e cambaleantes, e ela pode perceber a dificuldade com que deixava aquela cena. Deu alguns passos, virou-se para trás para dar a última olhada e depois continuou seu caminho ao lado do seu filho amado. Ela continuou onde estava, olhando aquele homem desaparecer entra as pessoas que por ali passeavam. Por fim, votou-se para o mar, fechou os olhos e respirou fundo. Não esperava esse encontro, um encontro que não havia marcado, mas que o destino fez questão de marcar. E o destino, com ela, gostava de brincar.

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